1. O valor da vida humana
A vida é um dom sagrado de Deus. Não somos donos absolutos dela, mas administradores do que recebemos.
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O Catecismo (CIC 2280) ensina que cada um deve reconhecer que a vida não lhe pertence, mas a Deus, que é o Senhor da vida.
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Por isso, ninguém pode dispor da própria vida de forma arbitrária.
2. O que a Igreja ensina sobre o suicídio
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O suicídio é considerado uma grave ofensa contra o amor a Deus, a si mesmo e ao próximo.
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Vai contra o quinto mandamento: “Não matarás” (Ex 20,13), pois também se aplica à própria vida.
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O Catecismo afirma:
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CIC 2281: o suicídio contradiz a inclinação natural do ser humano de conservar e perpetuar a vida.
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CIC 2282: escândalo, imitação e injustiça contra a comunidade podem agravar a gravidade moral do ato.
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3. Atenuantes e misericórdia de Deus
A Igreja também reconhece que o suicídio, em muitos casos, está ligado a grave sofrimento psicológico, depressão, medo ou angústia extrema.
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O Catecismo (CIC 2282-2283) ensina que responsabilidade plena pode ser diminuída por perturbações psíquicas ou angústia grave.
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Por isso, não se pode julgar automaticamente o destino eterno da pessoa.
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A Igreja confia à misericórdia infinita de Deus aqueles que tiraram a própria vida e incentiva a oração por eles.
4. O cuidado pastoral e a esperança
A resposta da Igreja não é apenas doutrinal, mas também pastoral:
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Prevenção: apoiar pessoas em sofrimento, oferecer acolhimento, escuta, acompanhamento espiritual e psicológico.
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Esperança: lembrar que mesmo quem cometeu suicídio não está fora do alcance da misericórdia divina.
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Oração: a Igreja convida a rezar pelas almas daqueles que morreram dessa forma, confiando-os ao amor de Deus.
5. Aplicação cristã
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Para os fiéis: amar e cuidar da própria vida como dom de Deus.
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Para as famílias: apoiar e acompanhar quem enfrenta depressão, solidão ou sofrimento intenso.
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Para a comunidade cristã: ser espaço de acolhimento e esperança, nunca de julgamento.
✅ Resumo Final
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O suicídio é um ato grave contra a vida, mas a responsabilidade pode ser diminuída por fatores psicológicos.
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A Igreja ensina que devemos confiar os suicidas à misericórdia de Deus (CIC 2283).
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O cristão é chamado a defender a vida, apoiar os que sofrem e rezar por aqueles que se foram.